Júlia do SEO

O que é SEO? Um guia completo

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Vejo no conteúdo:

Estar na Internet nos dias de hoje virou questão de sobrevivência para as marcas.

Segundo relatório da DataReportal, as pessoas gastam em média 6 horas e 58 minutos na internet todos os dias. Dentre todos os objetivos, 67% das pessoas dizem que usam a internet com o principal intuito de fazer buscas por algo. Além disso, 49.5% e 31.7% das pessoas dizem pesquisar uma marca que conhecem e conhecer novas marcas nos buscadores, respectivamente.

O que podemos concluir com isso? Que mais que estar na Internet, as pessoas precisam estar no Google. E por que o Google? No mundo, o buscador é responsável por quase 92% dos acessos das pessoas a buscadores. Quando trazemos esse cenário para o Brasil, estamos falando de quase 98% dos usuários. Você conhece alguém que não use ou conheça o Google?

É ai que entra SEO. Três letras. Uma sigla para Search Engine Optimization. Nome chique, né? Vamos entender melhor o que isso significa.

O que é Search Engine Optimization?

Meme explicando o que é SEO (Search Engine optimization) e comparando com termos como "céu", "cio" e "CEO"

Search Engine Optimization significa Otimização para Mecanismos de Busca.

Vamos quebrar isso em 2 nessa explicação:

Otimização

Quando pensamos em Otimização, no contexto de SEO, pensamos em aumentar o alcance do que produzimos. Seja um conteúdo escrito, um vídeo, um produto… Precisamos garantir que, de alguma maneira, o alcance e a entrega desse conteúdo serão maiores através de estratégias (de tecnologia, conteúdo e autoridade) que melhorarão sua performance.

Mecanismos de Busca

Você com certeza conhece o Google! Ele é o mecanismo de busca mais famoso do mundo inteiro, e muito provavelmente se você chegou aqui foi porque fez uma busca nele. O Google é, de fato, o principal e maior buscador que pensamos quando falamos em SEO. Isso porque, como falei lá em cima, ele tem 98% de market share no Brasil.

Mas um fato interessante é que qualquer site que tenha uma barra de buscas também é um buscador. Por exemplo: quando você quer comprar um notebook, entra na Americanas ou na Amazon e busca por “notebook dell”, por exemplo, os produtos que vão aparecer ali têm algum motivo para estarem ali, certo? Isso também pode ser considerado SEO! Se os produtos usarem o termo “laptop”, por exemplo, dificilmente aparecerão antes dos produtos que usam o termo “notebook”. Assim como, se eles forem mal avaliados, também perderão relevância.

O que é SEO?

Podemos, então, definir SEO como um conjunto de estratégias que tem por objetivo aumentar o tráfego ORGÂNICO do seu site, ou seja, trazer mais usuários para o seu site através do Google (ou outros buscadores), sem depender de anúncios.

Quando estamos no Google, conseguimos ver claramente a diferença entre os resultados pagos e os resultados orgânicos (provenientes de otimizações do time de SEO). A imagem abaixo ilustra isso mais facilmente:

Print de uma página de buscas do Google sinalizando que a parte superior é de tráfego pago e a parte inferior é de tráfego orgânico

Como o Google funciona?

Você já parou pra pensar tudo que o Google consegue fazer por você? Desde fazer contas até mostrar detalhes do seu voo, o objetivo do buscador é, no menor espaço de tempo, oferecer o conteúdo mais assertivo para você. Para que ele consiga fazer isso em tempos extraordinários – frações de segundos – ele tem toda uma estrutura por trás, que conta com um algoritmo poderoso, várias etapas de reconhecimento de sites e alguns (vários) critérios para definir a relevância dos sites. Vamos entender melhor essas etapas?

Entendendo o algoritmo do Google

Cada busca feita por você exige várias tecnologias “pensantes” por trás. No início do Google, lá entre os anos de 1997 e 2003, os critérios de ranqueamento do Google eram muito mais primitivos e básicos. A inteligência do buscador ainda não era tão avançada, então muitos sites que faziam Black Hat acabavam ranqueando melhor que sites de grandes empresas, por exemplo.

Foi quando, em Novembro de 2003, o Google fez o primeiro teste para cardíacos de SEO lançou o primeiro update de algoritmo: o Florida.

Desde então o Google faz updates no algoritmo, com o objetivo de melhorar cada vez mais os resultados e entregar conteúdos mais relevantes. É graças a esse algoritmo e suas atualizações que hoje em dia o Google entrega em milésimos de segundos o que você precisa saber e busca.

Rastreamento, indexação e ranking

Agora que você já entendeu como funciona o Google, vamos entender como o Google entende o conteúdo do seu site e, entendendo seu conteúdo, salva seu site na base para mostrar nos resultados de busca.

Rastreamento

A primeira etapa do processo de definição da SERP (Search Engine Result Page, ou página de resultados do mecanismo de busca) começa no rastreamento do Google. Ele encontra o seu site através de links (por isso a linkagem – tanto interna quanto externa – é tão importante) ou através do seu Sitemap.xml e, assim que ele encontra, ele interpreta o conteúdo do seu site.

Essa etapa funciona como se o Google estivesse scanneando o seu site, pra entender quais são as informações que você traz em cada página.

Indexação

Depois de interpretar sobre o que se trata o seu conteúdo, o Google agora vai arquivar a página rastreada dentro de um grande (enorme) catálogo de páginas que abordam o mesmo assunto. Sabe na biblioteca, quando você encontra os livros separados por colunas? Se quer ler livros de romance, vai na coluna A, se quer ler livros de terror, vai na coluna B e assim por diante…

Na etapa da indexação, o Google vai catalogar o seu conteúdo junto com os demais, definindo ali quais páginas podem aparecer para um assunto específico.

Ranking

A última etapa é a definição do Ranking. Depois de rastrear e indexar vários conteúdos de vários sites, ele precisa definir quais conteúdos são mais relevantes para uma busca específica. Nessa etapa, ele vai criar pontuações (que não sabemos exatamente como funciona) de acordo com os mais de 200 fatores de ranqueamento, divididos entre conteúdo, autoridade e tecnologia.

Essa é a etapa onde ele cria a SERP, que é a página que você vê ao fazer uma busca no Google.

Principais fatores de ranqueamento

A pergunta de milhões: quais são os critérios que fazem o Google colocar um site na primeira posição?

Os fatores de ranqueamento nada mais são que esses critérios. E o que fazemos no nosso dia a dia em SEO é tentar encontrar respostas para essa pergunta. O Google nunca relevou – e nem vai, já que busca fugir das nossas manipulações de resultados – o que ele considera de forma detalhada mas, através das boas práticas (escritas pelos próprios engenheiros do Google), conseguimos entender e, através de análises, ver os esforços que geram mais impacto.

Fiz uma lista dos 7 fatores que eu considero os mais relevantes e que, otimizando o seu site para eles, dificilmente você não verá resultados positivos. Podemos chamá-los de as 7 maravilhas de SEO:

  1. Autoridade do domínio
  2. Qualidade do conteúdo da sua página
  3. Site otimizado para o Core Web Vitals
  4. Palavra-chave e campo semântico
  5. Experiência do usuário nas suas páginas
  6. Tempo de carregamento das suas páginas
  7. Site mobile-friendly

Se o seu site seguir as boas práticas e você se atentar a essa lista, os resultados vão começar a vir. Mas, é importante lembrar também que: SEO é estratégia de médio a longo prazo (os clientes de agências odeiam essa frase hehehe). Não dá pra fazer esforços por 1 ou 2 meses e achar que vai decolar, a constância é muito importante para uma boa estratégia de SEO funcionar.

Importância de estar nas primeiras posições

Nós, o grupinho do SEO, costumamos ser os tios e tias do pavê. Isso porque fazemos várias piadinhas sem graça que rimos só entre a gente.

E por que eu tô falando isso? Porque sempre brincamos que:

Frase escrita: O melhor lugar para esconder um corpo morto é a segunda página do Google
O melhor lugar para se esconder um corpo morto é a segunda página do Google

Isso porque ninguém chega até a segunda página. Esse é o objetivo do Google. Imagina que frustrante seria entrarmos no Google e pesquisarmos por algo que não encontramos a resposta.

O Google procura entregar da maneira mais rápida e objetiva as respostas, e isso torna cada vez mais o usuário preguiçoso. Logo, se você não está entre os primeiros, dificilmente o seu possível cliente chegará ao seu site.

No Advanced Web Ranking tem um estudo de CTR (taxa de cliques sobre impressões) que diz o seguinte:

Estudo de CTR orgânico do site Advanced Web Ranking, comparando o CTR com a posição.

Os sites que estão na primeira posição do Google para mobile (fonte que usei para fazer a análise) recebem 28% dos cliques para as buscas em geral. Ou seja, de 100 buscas feitas, o site na primeira posição vai receber 28 cliques. Na posição 2, esse número já cai pra 15%. Na quinta posição estamos falando de menos de 5% dos cliques e, na posição 8 (ainda no final da primeira página), já temos entre 1 e 2% dos cliques.

Se você não está olhando ainda para essas métricas, com certeza o seu concorrente está. E está numa posição acima da sua, ganhando todos esses cliques.

Pilares de SEO

Para facilitar o entendimento de tudo já falado, vou explicar pra você como quebrar a estratégia de SEO em 3 pilares, que são as disciplinas cruciais para que sua estratégia funcione e que, sem uma delas, pode ser que as outras duas sozinhas não consigam o resultado esperado.

Slide com a divisão entre os 3 pilares de SEO: tecnologia, conteúdo e autoridade
No primeiro deles, tecnologia, temos toda a parte que você não vê mas está no seu site: o código (HTML), a forma como o Google lê o seu site (crawler, ou rastreador), a plataforma onde seu site se encontra e as métricas de velocidade do site, como tempo de carregamento e métricas do Core Web Vitals.

No segundo pilar de SEO, o conteúdo, temos toda a parte de design, redação, conteúdo do site de forma geral, arquitetura do site e, principalmente, nossas queridas palavras-chave. Nesse pilar, o foco é 100% em encontrar conteúdos que estejam alinhados com o que os usuários precisam, e com o que estão buscando lá no Google, para que o seu site seja o primeiro a aparecer para solucionar uma dor.

O último pilar, de autoridade, foca nas estratégias que acontecem fora do seu site mas que geram impacto positivo para ele. Funciona como numa entrevista de emprego: se você foi indicado por alguém da confiança do seu contratante, você tem uma vantagem competitiva, certo? No SEO funciona da mesma forma. Se um outro site do seu nicho, que seja relevante para o seu público-alvo, menciona o seu site como fonte confiável, linkando para ele, o Google entende que o seu site é relevante para aquele assunto e te dá “créditos” por isso.

SEO On page X SEO Off page

Uma forma de definir os esforços no dia a dia de SEO é falar de estratégias on page X estratégias off page. Isso porque, quando você pensa em estratégias de SEO, você fala de ações que precisa fazer dentro e fora do seu site (como os próprios nomes já sugerem).

Quando falamos de SEO On Page, falamos de ações e otimizações feitas internamente, ou seja, dentro do seu site, para melhorar seu posicionamento e sua performance orgânicos. No SEO on page, podemos dividir as estratégias entre o pilar de conteúdo e o pilar de tecnologia, que são ações que fazemos 100% voltadas para o nosso site.

Já no SEO Off page, como o nome também já indica, estamos falando de estratégias feitas fora do site para alcançar resultados. Aqui, podemos destacar estratégias do pilar de autoridade, como o linkbuilding, digital PR, ganho de backlinks para o site e presença digital da marca.

Apesar de eu, Júlia, preferir dividir as estratégias de acordo com os pilares, esses termos também são muito usados no dia a dia para diferenciar ações feitas pelos times de SEO.

Ferramenta de SEO do Google

Você já ouviu falar no Google Search Console (também conhecido como Google Webmaster Tools)? Essa ferramenta foi criada pelo próprio Google para trazer todos os insights possíveis dentro de SEO. Ela mostra o fluxo dos usuários desde a busca deles até o clique no seu site, quantas vezes o seu site apareceu, quantas vezes foi clicado no buscador, a posição que ele apareceu para cada busca…

Print da tela mostrando como funciona o Google Search Console, ferramenta de SEO do Google

Além disso, ele mostra como o Google vê seu site: mapeia problemas de indexação, de performance, de experiência, etc., e fornece insights vindos diretamente do buscador para que você corrija esses problemas.

Essa ferramenta é um MUST para quem trabalha com SEO, pode garantir que sua estratégia decole muito mais rápido com as análises certas.

Por onde começar?

Aprender SEO não é simples. Você precisa ser um profissional em T (T-shaped). O que isso significa? Que você precisa ter conhecimentos em várias áreas, por mais que você seja um especialista numa área específica (no nosso caso, em SEO).

A imagem abaixo demonstra essa estrutura. Ela foi criada pelo Moz, um dos portais (que é também uma ferramenta) mais antigos e renomados no mundo de SEO.

O profissional em T de SEO

Então, pra começar, você precisa ser uma pessoa curiosa para conseguir ter conhecimento sobre todas essas áreas, mesmo que de forma ampla. Além disso, você precisa estar sempre se atualizando. Esse blog, por exemplo, pode ser uma fonte de informação para você!

Outros blogs que acompanho e te indico também passar a acompanhar:

Curso de SEO

Por último, mas não menos importante, tenho dois cursos que também podem te ajudar e acelerar o seu processo de conhecimento: SEO para redatores e Formação em Analista de SEO. São as duas formações mais completas do mercado, e você não faz ideia do quanto eu gostaria de ter materiais como os que preparei.

Se você quer dar um próximo passo na sua carreira em SEO, é exatamente isso que você precisa!

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